segunda-feira, 27 de novembro de 2006

?

Confusa
Anciosa
Trapidante...

Sem forma,
Sem lógica.
Sem nada.

Interrogações
Incertezas
Incostâncias.

Dúvidas, dúvidas, dúvidas...

E quem disse que quando tá tudo certo está tudo bem?

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Surpresa!


Já postei esse "poema" no meu fotolog, mas além do desejo de transpor ele pra cá, esse meu novo catinho de divagações mentais... Quando eu estava indo dormir dei uma última olhada pelos meus emails e chegou a notificação de que dos 1275 poemas enviados foram selecionados 100, e destes restarão 10. Estou entre os 100 e dos dois poemas que enviei esse foi selecionado.

E o agradecimento vai para o paradoxo que é a vida!


Contradição

O sol que aquece do frio,
é o mesmo que irrita no calor.

A chuva que atrapalha o trânsito,
é a mesma que nos lava a alma nos dias de tristeza...

O amor...
A maior felicidade
A maior dor.
Sentimento que me faz oscilar.

Me sinto a beira de um precipício,
quero saltar!
Mas meu pés parecem presos, amarrados por um medo.
Medo que eu quero descartar...

Porque sempre evitar dizer o que se sente?
Se as janelas da alma - os olhos -
Nos entregam.
Gritam em meio ao silêncio.
Torna visível o que tentamos evitar.

E no meio disso tudo,

Ele olha pra mim.
Ele ler minha alma.
Me deixa despida de receios,
me desconcerta...


A.A.E.D

domingo, 19 de novembro de 2006

"Excursão Arca de Noé"



Fui na casa de meus pais depois de 2 ou 3 semanas de ausência.
Assim que chego, meu pai olha pra mim e diz:
- Minha filha, vamos alí pro nosso cantinho
-um batente perto do portão usado por nós dois para ter conversas sérias- ,
quero falar uma coisa muito séria com vc, e não é pra rir.
(Fiquei desorientada, pensei "ai meu deus, o que será que ele tá querendo saber?"
me passaram na cabeça uma série de coisas sobre mim que ele não sabe e poderia
ter descoberto).
Mas só pude dizer: Pois sim painho, diga...

E ele começou...
-Estava pensando esses dias sobre uma coisa, uma coisa que é um problema mundial
na verdade (nessa hora eu tive certeza que ele ia perguntar se eu usava drogas).
O aquecimento global e o efeito estufa vão trazer muitos problemas pra quem mora
no litoral, pq as geleiras estão derretendo e pode haver inundações...-nessa hora eu
tive que rir, ele "delicadamente" me beliscou e continuou- e eu acho que isso vai ocorrer
lá pra 2008 (2008??). Então eu estou pensando num empreendimento milhionário.
(nessa hora eu parei de rir e comecei a ficar preocupada hehehe).
Vc sabe que uma das serras mais altas do RN é a serra de Martins, não é?
Então, vamos promover uma "Excursão Arca de Noé" e levar muitos ônibus cheios de
refugiados pra lá, até a água baixar. O que você acha?
(Na hora pensei O QUE EU ACHO???? ele só pode tá ficando doido, é isso.)
Respirei fundo, tentei não rir do que tinha acabado de ouvir e disse:
Painho, agora sou eu que tenho uma coisa muito séria pra falar com você.
Por acaso você anda usando drogas sr Jader?
Enquanto eu tentava me manter séria, ele começou a rir descontroladamente,
me abraçou e disse que eu devia ir mais vezes em casa.

Essa foi a forma que ele achou de dizer que sentia minha falta (ou não).

Em fim...
se alguém, uma dia (ou todos os dias) achou que eu era doida,
ainda não conversaram com meu pai!


quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Barata!


Dia difícil,
Vida difícil.
Mas numa conversa com uma amiga durante o "fazimento" de uma resenha de sociologia
pude perceber que eu não tenho tantos motivos pra me sentir mal, ou triste,
que minha vida é muito boa na verdade...
fico preocupada quando penso que passei por algumas coisas e quis desistir,
covardia a minha.
Hoje vi que existem pessoas corajosas de verdade,
pessoas que não só falam em um mundo melhor mas contribuem pra que ele exista um dia.
As vezes critico, grito, fico indignada...
Mas sou apenas uma barata de pernas pra cima,
esperneio, esperneio e não saio do lugar!
Mas bem,
cada um tem sua função,
até uma barata como eu.
Nem que seja exemplo de não ser.
Rá..
Mas eu vou mudar!
Deixa alguém pisar em mim que eu reencarno numa largata, viro uma borboleta e saio voando por aí!

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

“O inexplicável horror de saber que essa vida é verdadeira” – Fernando Pessoa.


Esperamos sempre por um futuro melhor, Como se do presente contundido Fosse sobrar algo que preste! Os seres humanos são muito engraçados... Sempre achei, acho graça até de mim mesma! Ou acreditamos no milagre de que tudo vai melhorar, Como num passe de mágica, Ou simplesmente nos entregamos ao pessimismo, Esperamos sentados o velhinho do facão! Por que não acreditar apenas em: Ação e reação Efeito e causa Bate e volta... Porque não pensar melhor antes de agir? Evitaríamos assim um futuro inconseqüente. Teimamos em viver olhando só pra frente ou só pra trás...ah burrice! Esquecemos de olhar pro agora Cuidando pra que ele não venha a se tornar o detonador para um amanhã Nulo, vazio... Plantar e colher... Deveríamos pensar mais nisso! Sabe quando nada nos entristece,nada alegra, nada irrita... Nada comove, lagrimas não rolam, dor? Não sinto... Nada causa reação. Apenas essa melancolia maldita que tomou conta de mim nesses últimos dias! Confusão, CoNfUsA! É assim que me sinto. Definições, esse é o meu problema, Tudo que já foi consistente não passa de uma imensa gelatina, Escorrega-me das mãos, escapole, desmancha-se com facilidade, derrete-se, dissolve... Construções que ruíram... Falar do que sinto? Como se não sei mais o significado dos sentimentos... Não sei como se expressam Não sei como me atingem! Ódio, amor, ternura, rancor, paixão... Parece-me tudo tão estranho, tão irreal, novo (peraí, NOVO???) Meus sentidos continuam captando as mesmas coisas, A diferença é que antes eu tinha o controle, a definição. E agora só tenho dúvidas, uma vila imensa e desorganizada de interrogações, interminável... A subjetividade das coisas sempre me assusta, impressiona, incomoda Sempre quis saber o que há por trás, nos bastidores dessa peça chamada vida Onde tudo que nossos olhos vêem é fictício, ilusório! Seria bem mais fácil se eu acreditasse que a vida real, é isso Só isso! Mas droga, não é! E o que posso fazer? NADA! Ou então passar madrugadas em claro tentando desvendar meus abismos internos, Percebendo a cada dia que não há nada para ser encontrado, Que no final, somos apenas pó, pueira estelar, fumaça... Queria encontrar um pedaço de terra firme dentro de mim...Ah, mas isso já me tiraram, eu mesma cuidei de implodir essa ilha...Se alguém pudesse fazê-la emergir seria uma benção, eu faria dela um paraíso! Esqueceria os vácuos, os abismos, os desertos... E me dedicaria só a ela, em torná-la um oásis dentro de mim, em meio ao meu louco e confuso EU... Mas estou perdida num barquinho e não encontro porto algum! Queria pisar sentir meus pés firmes no chão... Segurança... Ou coisinha difícil! Tudo ganha e perde sentido simultaneamente... Não sei aonde vão me levar meus desarranjos e diarréias mentais... Tudo que eu queria hoje, Era tropeçar numa pedra, Só pra ter certeza que ainda a existe algo de sólido nessa vida!